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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os 10 Carros mais baratos do Brasil

Concordamos que nos últimos anos a facilidade de adquirir um carro novo aumentou efetivamente. Seja pela “facilidade” de compra oferecida pelas montadoras com parcelamento de 60 vezes sem entrada ou quando o pai de família ou até mesmo um jovem trabalhador economiza e adquiri seu carro com uma boa entrada e parcela o resto. E os carros mais procurados neste caso são os 0km, principalmente, ditos “populares”.
Para quem não conhece, os carros populares são aqueles veículos de entrada das montadoras que atuam no mercado nacional. Entretanto, dar uma olhada em lojas de usado também é uma boa sacada, visto que você pode adquirir um carro fabricado no ano 2000 a diante e com vários equipamentos de conforto, com um estado de conversação excelente dependendo do veículo.
Porém, muitos desejam ter um carro zero, com o inconfundível cheirinho de carro novo e com os plásticos nos bancos. Sendo assim, selecionamos os 10 carros 0km mais baratos a venda no Brasil, que poderá ajudar tanto quem procura seu primeiro carro zero ou até mesmo as grandes empresas, que adquirem modelos desta categoria para trabalho.

Chery QQ
Este sem dúvidas já caiu no gosto de vários brasileiros. Nas grandes cidades onde há revendas da Chery, principalmente, é fácil ver o modelo circulando nas ruas. Lançado no início do ano passado pela fabricante chinesa, o QQ veio para encarar o time dos automóveis populares e entregar o melhor custo beneficio possível. Com preço de R$ 25.120, o pequeno chinês traz de série uma lista de equipamentos invejável: com ar condicionado, direção hidráulica, duplo airbag, faróis de neblina dianteiros e traseiros, trio elétrico e rádio AM/FM com CD Player MP3 com entrada USB.
A motorização do QQ é composta por um motor 1.1 ACTECO movido à gasolina que entrega 68 cv, associado a uma transmissão de cinco velocidades, conjunto suficiente para se deslocar dentro da cidade e realizar viagens curtas.
O visual simpático também foi um dos contribuintes para a boa aceitação do Chery QQ no Brasil. Porém, assim como os demais chineses à venda no País, o QQ sofre com a má visão dos automóveis oriundos na China e com a escassez de peças, que pode demorar vários dias ou até meses para chegar uma peça importada do país asiático para reposição. Entretanto, prefira adquirir um QQ se sua cidade tiver uma concessionária da Chery instalada.

Fiat Mille
Não há que não conheça ou pelo menos tenha andado em um Fiat Mille. Lançado pela montadora italiana em 1983, o hatch – que recebeu o querido apelido de “botinha ortopédica” – é um dos carros mais velhos em produção atualmente no Brasil. Para se ter uma ideia, o estepe fica localizado no compartimento do motor, e não no porta-malas como o convencional.
Porém, a principal sacada do Mille é na economia, graças ao sistema Economy que o modelo recebeu há alguns anos atrás. O automóvel de entrada da Fiat é equipado com um velho motor 1.0 litro flex Economy de 66 cv com etanol e 65 cv com gasolina, e que faz médias de 11,1 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada quando abastecido com o etanol.
Entretanto, a segurança é o principal ponto fraco do modelo. Por se tratar de um projeto antigo, até mesmo os cintos traseiros são de apenas dois pontos para os três ocupantes. Airbag duplo e freios com sistema ABS? Nem como opcional. Na versão mais barata, com duas portas o preço é de R$ 23.455. Já na mais cara, a Way, o Mille entrega visual “aventureiro” pelo preço de R$ 28.301.

Fiat Uno
Bem, se você estava de olho no Mille mas queria um veículo de projeto novo e que não sairá do mercado tão cedo, de uma olhada no novo Uno. O hatch da Fiat é o sucessor do já dito Mille, e traz bem mais modernidade e conforto em relação ao velho modelo. Porém, tudo isso tem um preço, e como tem…
Com R$ 28.480, você leva pra casa um Fiat Uno Vivace 1.0 com quatro portas. Porém, tudo nele é opcional. Até mesmo os para-choques são pretos. Quando equipado com vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, faróis de neblina, desembaçador traseiro, predisposição para rádio, direção hidráulica e pintura metálica, o preço salta para R$ 32.180.
Além disso, a Fiat oferece vários kits de personalização, com apliques no painel do carro e adesivos por toda a carroceria. Com esses itens, o preço final é de R$ 32.635.

Volkswagen Gol G4
Esse não é um dos mais indicados para ser o primeiro carro zero km de uma família, devido à suspensão dura e o acabamento rústico. Na versão de entrada Volkswagen Gol G4 não traz nenhum item de série interessante, pelo preço de R$ 26.450 com duas portas. Porém, se você quiser com quatro portas, pintura metálica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, desembaçador traseiro e preparação para som, o preço vai para R$ 30.760.
O motor que equipa o modelo é um 1.0 litro flex de 68 cv com gasolina e 71 cv com etanol, e torque de 9,4 kgfm e 9,7 kgfm, respectivamente, e transmissão manual de cinco velocidades. Com este conjunto mecânico, o Gol G4 vai de 0 a 100 km/h em 12,8 segundos (G) e 12,2s (E) e velocidade máxima de 168 km/h (G) e 170 km/h (E).

Nissan March
Esse não é nem chinês e nem nacional. Apesar de ser fabricado no México, o March é caracterizado pela Nissan como o primeiro carro desta categoria de origem japonesa. Lançado no ano passado, o Nissan March vem obtendo boas vendas no mercado brasileiro, por conta do visual simpático, o espaço interno tanto quanto generoso, o painel bonito em relação aos seus concorrentes, além do custo benefício aceitável.
O preço inicial do March é de R$ 27.790. E, de série, o modelo traz ar quente, computador de bordo, banco do motorista com regulagem de altura e, principalmente, o airbag duplo, item não oferecido de série por nenhum carro nacional nesta faixa de preço.
A motorização do japonês Nissan March é composta por um motor 1.0 16V flex, desenvolvido pela Aliança Renault-Nissan, o mesmo do Clio. O bloco gera 74 cavalos de potência a 5.850 rpm e 10 kgfm de torque a 4.350 rpm, tanto com etanol como com gasolina. Segundo a montadora, o March acelera de 0 a 100 km/h em 14,4 segundos com gasolina e em 13,7s com etanol.

Lifan 320
Sósia do Mini Cooper – devido o visual “inspirado” no atual modelo da montadora inglesa –, o 320 é o modelo de entrada da Lifan, que foi lançado pela empresa no final de 2010, e é também um integrante da categoria de populares originários da China. O modelo tem a mesma receita utilizada pelo QQ, ou seja, uma relação custo benefício excelente para atrair o consumidor nativo.
Com preço de R$26.980, o Lifan 320 traz de série, duplo airbag, freios ABS, ar condicionado, trio elétrico, direção hidráulica, faróis e lanterna de neblina e rádio AM/FM com CD Player MP3 com entrada USB, e as rodas são de aço como no QQ, sem calotas. Porém, se o cliente quiser rodas de liga-leve e faixas decorativas na carroceria, terá de desembolsar R$ 4.713 a mais.
Apesar de ser fabricado no Uruguai, o chinês 320 também sofre com a má visão do publico em relação a esses carros e também com a falta de peças, até mais do que os da Chery, por se tratar de uma empresa menor e com apenas dois veículos em seu portfólio – o 320 e o 620.
O motor que equipa o Lifan 320 é um 1.3 litro, de 16 válvulas, que entrega 88 cavalos de potência e torque de 11,2 kgfm. A transmissão é manual de cinco velocidades. Há ainda diversas opções de cores para a carroceria, que inclui amarelo, azul, branco, cinza, pink, prata, preto e vermelho.

Chevrolet Celta
Terceiro colocado no ranking de vendas mensalmente, o Celta o veículo mais vendido da Chevrolet no Brasil. O hatch, reestilizado no início do ano passado, traz um visual agradável e um interior que melhorou após as modificações realizadas pela marca em 2011, quando o modelo adotou um volante de melhor empunhadura, bancos com novos tecido, painel com novo grafismo e iluminação “Ice Blue” e novos botões do ar condicionado/ar quente.
A versão mais básica do Chevrolet Celta é vendida por R$ 26.350, com apenas duas portas e para-choques na cor do veículo. Já na versão com quatro portas, o preço cobrado pela montadora é de R$ 28.083, ambos na variante de entrada LS.
Na versão LT, com opcionais como vidros elétricos dianteiros, travamento automático das portas ao atingir 15km/h, protetor de cárter, acabamento interno com detalhes na cor prata e ar condicionado, o preço do Celta é de R$ 32.578. Com direção hidráulica, o valor final salta para R$ 33.297.
O motor que equipa o Celta é o velho 1.0 VHCE Flexpower que entrega 77 cv com gasolina e 78 com etanol, associado a uma transmissão manual de cinco velocidades. Com este aparato mecânico, o modelo vai de 0 a 100 km/h em 13 segundos, em média.

Chevrolet Classic
Velho conhecido dos brasileiros, o Classic passou por uma reestilização que de um “up” em suas vendas. Basicamente, apenas a dianteira e a traseira foram alteradas, recebendo as mesmas linhas do Sail chinês que acabava de sair de linha por lá. Com isso, o Chevrolet Classic se assegurou com o sedã mais vendido do Brasil.
O espaço interno do Classic é razoável para dois adultos e duas crianças, e o porta-malas de 390 litros pode carregar malas de toda a família – principalmente das crianças – com certo aperto. O painel é o mesmo do primeiro Corsa Sedã, sem tirar e nem por.
Vendido em versão única, a LS, o Chevrolet Classic tem preço sugerido de R$ 27.573. Porém, se o cliente quiser optar por direção hidráulica, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos com one touch, ar condicionado e alarme, terá que pagar R$ 33.223 no Classic.
O motor é o mesmo do Celta.

Ford Ka
Modelo de entrada da Ford no Brasil, o Ka está com os dias contados. Uma nova geração está prevista para ser lançada no final de 2013, que em uma só tacada substituirá o Ka e o Fiesta. Porém, o Ka pode ser uma boa compra para jovens universitários e para mulheres e homens que procuram um carro para se deslocar no centro urbano.
A reestilização aplicada no meio do ano pela Ford no Ka deu uma revitalizada no visual do carrinho, que não recebia modificações desde o lançamento de sua segunda geração. Foram modificadas a frente e a traseira, além do interior com algumas alterações.
Na versão básica, por R$ 24.500, o Ford Ka traz de série alarme antifurto. Com todos os opcionais, que inclui airbag duplo, rodas de liga leve aro 14, repetidores de seta nos retrovisores, vidros elétricos com one touch, travas elétricas, ar condicionado, direção hidráulica, faróis de neblina e faróis com máscara negra, o preço salta para R$ 31.590, sem pintura metálica.
O motor do Ka é um 1.0 litro que entrega 69 cv a gasolina e 73 cv quando abastecido com etanol, que leva o Ford de 0 a 100 quilômetros por hora em 13 segundos.

Renault Clio
Vendo as baixas vendas do Clio em relação à concorrência, a Renault deu uma atualização que deu um fôlego no modelo: a garantia de 3 anos. Com isso, o Renault Clio reatou seus números em vendas e passou a oferecer um custo benefício agradável em comparação aos velhos hatches populares a venda no Brasil. E, em dezembro, a marca lançou a linha 2012 do Clio.
Foram aplicadas novas calotas e, para reduzir ainda mais os custos de produção, os repetidores de seta no para-lama foi substituído por uma plaqueta com o nome “Clio”.
De série, o modelo traz ar-quente, desembaçador do vidro traseiro, faróis com duplo refletor óptico, para-choques na cor do veículo e vidros verdes.
O preço na versão com duas portas é de R$ 25.300, já com 4 portas o preço vai para R$ 26.800. Incluindo pintura metálica, ar condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e alarme, além de encostos de cabeça traseiros, o preço salta para R$ 32.350.
A motorização do Renault Clio tem motor 1.0 litro Hi-Flex, com 16 válvulas de 76 cv com gasolina e 77 cv de potência com etanol, que o leva de 0 a 100km em 14,3 segundos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Chery lança o S-18, primeiro flex chinês no Brasil

Chery S-18 chega ao Brasil como o primeiro carro flex de nacionalidade chinesa; desenho frontal tem estilo
Chery do Brasil já comercializa no país o hatch S-18, seu primeiro modelo equipado com motor flex e apto a beber gasolina e etanol, em qualquer proporção. O carrinho usa o bloco 1.3 Acteco acoplado a um câmbio manual de cinco marchas. Segundo a montadora chinesa, o motor gera potências de 90 cv com gasolina e 91 cv com etanol, sempre aos 5.600 rpm, e torques de 13 e 13,1 kgfm, na mesma ordem, liberados aos 4.600 giros. 

Com preço sugerido de R$ 31.990, o S-18 chega posicionado logo acima do Chery Face (R$ 29.990) – terceiro modelo da marca lançado no país, meses depois das estreias do médio Cielo e do utilitário compacto Tiggo. O nome S-18 é, na verdade, o código que designa a plataforma. Já as linhas arredondadas e estilosas, com traços próprios e sem inspirações muito aparentes, foram desenhadas na Itália pelo estúdio Torino. 
Porta-malas do pequeno S-18 leva apenas 160 litros; visual traseiro bojudo é mais comportado que a frente 
Visualmente, o destaque são os faróis que sobem próximos da grade em direção à coluna dianteira, com formato retangular e bordas arredondadas. Já a tomada de ar central no para-choques é levemente arqueada e dá um ar lúdico ao chinesinho – parece uma boquinha feliz, sorrindo. Nas laterais, o detalhe que mais chama a atenção são as maçanetas das portas traseiras, que ficam próximas às colunas, escondidinhas. 

A traseira tem estilo mais comportado, com lanternas redondas e para-choques bojudo. Em uma das fotos é possível ver que o porta-malas é bem compacto – a ficha técnica indica capacidade para apenas 160 litros. Mas o interior, apesar de bastante simples, tenta compensar com um visual divertido e soluções modernas, como o quadro de instrumentos que traz uma tela de LCD ao centro, onde é exibido o velocímetro. 
Espaço interno é bem compacto: entre-eixos tem 2,33 metros e altura de 1,52 metro ajuda a dar amplitude
Assim como os outros modelos da Chery, o S-18 é bastante recheado de equipamentos e não oferece opcionais – olhando a lista, é um típico negócio da China! São de fábrica ar-condicionado, direção hidráulica, espelhos, vidros e travas elétricos, rádio/CD com MP3 e entrada USB (no interior do porta-luvas), volante e faróis com regulagem de altura e rodas de liga leve aro 14. Airbags frontais e sistema ABS para os freios completam a lista. 

Com a chegada do S-18, a tendência é que os demais modelos da Chery ganhem a tecnologia flex nos próximos meses – o site da filial brasileira, inclusive, já informa que o Face também é flex, equipado com o mesmo motor 1.3 Acteco de 91 cv. O propulsor 1.1 Acteco de 68 cv do pequenino QQ (R$ 24.990), modelo mais barato da marca, deve ser o próximo a virar bicombustível, seguido dos 1.6 e 2.0 Acteco de Cielo e Tiggo
Painel tem estilo, mas é bem simples, com peças de plástico rígido; tonalidades diferentes de cor agradam
Instrumentos ficam centralizados no topo do console e velocímetro é exibido na tela de LCD com iluminação azul
Design do console central do S-18 tem estilo singular, com destaque para os comandos do ar-condicionado

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Chery Cielo é atraente, mas falta motor

Design atraente, bom nível de equipamento e aposta na relação custo-benefício. Assim é Chery Cielo, chinês que chega com a interessante proposta de ser um veículo médio com preço de compacto (o modelo custa R$ 43.990). Antes de assinar o cheque, no entanto, o consumidor precisa notar detalhes que talvez sejam decisivos para ele, na compra.
Um dos primeiros aspectos é a grande quantidade de componentes de cores claras no interior, algo de que o brasileiro não gosta muito. O encaixe das peças também dá a impressão de deixar a desejar. Segundo a empresa, o modelo paga o preço de ser um dos pioneiros da marca no país. Os próximos lançamentos estarão mais de acordo com o gosto do comprador local.
Outro senão é a falta de fôlego do motor. Trata-se de um 1.6 de 119 cv, com torque de 14,98 kgfm a 4.300 rpm. Avaliado por Interpress Motor, que foi até a sede da empresa, em Salto (SP), buscar o modelo, ele penou para subir simples rampas de garagem. É preciso pegar embalo ou acelerar um bocado.

Também na estrada ele parece ficar devendo, talvez em razão de seus 1.350 kg. Também não tem versão flex, opção que está sendo estudada. Dados de desempenho fornecidos pela fábrica indicam que o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 14 segundos e atinge 170 km/h de velocidade máxima.
De resto, o carro traz itens de que os brasileiros estão cada vez menos abrindo mão, como ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos retrovisores externos com acionamento elétrico, airbag duplo, freios ABS com distribuição eletrônica entre os eixos, sensor de estacionamento traseiro, além de faróis de neblina, rodas de alumínio de 16 polegadas e CD player com MP3 e entrada auxiliar.
Seus traços são ousados, contemporâneos e causam as mais variadas reações nas ruas. "É um chinês!", gritou outro motorista. Meu vizinho perguntou de que carro se tratava e se valia a pena. Detalhe interessante é a falta de maçaneta na porta traseira. Ela é embutida, tornando o visual do modelo mais "limpo".

Seu design é do tipo "ame-o ou deixe-o". Houve desde pessoas elogiando seu visual quanto outras, que foram de uma sinceridade cortante: "Muito feio esse carro, hein!?" A única certeza é que o dono de um Cielo hatch não passa despercebido pelas ruas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Comparativo: Chery QQ x Fiat Mille

Chinês e o antigo Uno, na versão duas portas, são os mais baratos do país.
QQ se destaca por itens de série, mas Mille tem melhor desempenho.

Ao desembarcar por aqui em maio passado, o Chery QQ mexeu com a concorrência, assumindo o posto de automóvel mais barato do Brasil. Dois meses e um reajuste de R$ 1.000 depois, o chinês com cara de desenho animado foi ‘destronado’ pelo experiente Fiat Mille, que retomou a posição de mais em conta do país. Enquanto Chery e Fiat travam batalha de preços, o G1 mostra como fica a briga no quesito desempenho, entre outros. Os dois veículos foram avaliados no perímetro urbano e em rodovias de São Paulo.

Com versão única, Chery QQ parte de R$ 23.990; Fiat Mille Economy começa em R$ 23.490, para duas portas, e R$ 25.350, para quatro portas 
Quatro e duas portas
Produzido do outro lado do mundo, o QQ – que em chinês significa ‘fofinho’ – parte de R$ 23.990, enquanto o Mille Economy,  fabricado em Betim (MG), é R$ 500 mais em conta, na versão duas portas. No entanto, como o objetivo era confrontar versões mais próximas possíveis, já que o QQ só existe com quatro portas, a opção do Fiat levada em conta neste embate é também a quatro portas. Ela custa R$ 25.350 –R$ 1.360 a mais que o Chery.  De qualquer forma, as versões de entrada do Mille Economy,  seja com duas ou quatro portas, apresentam o mesmo nível de equipamentos, mesmo motor e dimensões.
O trunfo do QQ não é só o preço competitivo, mas também o que ele entrega como itens de série por este valor. O chinês traz de fábrica airbag duplo, freios com ABS (antitravamento), direção hidráulica, ar-condicionado, travas, vidros (das quatro portas) e espelhos elétricos, faróis de neblina, rádio CD player com MP3 e conexão USB, desembaçador e limpador do vidro traseiro, abertura interna do porta-malas e do tanque de combustível. As rodas de 13 polegadas são de aço.
O Mille, por sua vez, não entrega de série nenhum dos itens acima citados – airbag duplo, freios com ABS, faróis de neblina, espelhos elétricos sequer são opcionais e abertura interna de tanque de combustível e do porta-malas. Para equipar o Fiat com uma lista próxima à do QQ, o comprador terá que desembolsar R$ 2.075 pelo ar-condicionado e R$ 3.735 pelos demais itens (kit Top 2), elevando o preço do veículo para R$ 31.160.

Desempenho
Quando os motores são ligados, o Fiat começa a recuperar o espaço perdido no quesito custo-benefício. Com motor 1.0 8V flex, o Mille entrega 66 cavalos a 6.000 rpm e 9,2 mkgf de torque já a partir de 2.500 rpm (quando abastaecido com álcool), o que lhe garante boa agilidade no perímetro urbano. Acelerações e retomadas são satisfatórias para seus 830 kg.
No entanto, para melhorar a dirigibilidade do veterano, a transmissão manual de cinco velocidades poderia ter engates mais precisos e curtos, a direção deveria ter menos folga e a suspensão precisa ser um pouco mais firme, inibindo um pouco a inclinação da carroceria nas curvas mais acentuadas.
O QQ traz sob o capô um motor 1.1 16V, que funciona apenas com gasolina, mas os índices de performance são parecidos: 68 cv a 6.000 rpm e torque de 9,1 mkgf entre 3.500 e 4.500 rpm – números que agradam para 890 kg.
O câmbio manual de cinco velocidade tem engates longos e barulhentos, gerando forte impressão de fragilidade. Já a suspensão é ‘molenga’ demais – uma característica dos carros com DNA chinês. Ao passar por buracos ou abusar em algumas lombadas, é possível sentir a traseira ‘pulando’ - causando desconforto. Nas curvas, a inclinação da carroceria é acentuada, transmitindo sensação de insegurança.
Acabamento
Internamente, o acabamento dos dois veículos deixa muito a desejar. Entrar no Mille, por exemplo, chega a ser nostálgico. O modelo ainda conta com elementos do Uno das décadas de 1980 e 1990. São muitas peças plásticas, algumas com rebarbas e encaixes pouco precisos. Em alguns pontos é possível ouvir o bate-bate das peças Os porta-objetos das portas são muito apertados.


Acabamento interno do Mille é espartano e remete ao Uno da década de 1990 (Foto: Daigo Oliva/G1)O painel de instrumentos, que apesar de trazer o Econômetro (medidor analógico que indica se a condução está consumindo muito ou pouco combustível), não tem conta-giros e computador de bordo. A falta de ajuste de altura e profundidade da coluna de direção também incomoda, por impedir que o motorista encontre a melhor posição ao volante. O banco do condutor também não tem regulagem de altura.

Para ter o Econômetro, painel do Mille perde o
conta-giros
O Chery enfrenta os mesmo problemas que o Fiat, apesar de ser um pouco mais ‘moderninho’ por dentro. Há excesso de peças plásticas na cor branca – com o que o brasileiro ainda está começando a se acostumar – e elas apresentam folgas acentuadas. Isso provoca barulhos incômodos dentro da cabine. Também não há regulagens da coluna de direção e do banco do motorista, apesar da posição de dirigir ser elevada.

Avcabamento do QQ utiliza tons claros para transmitir a sensação de mais espaço A tecnologia se faz presente no painel de instrumentos, com leitores digitais –conta-giros, velocímetro e medidor de combustível. Mas a falta de precisão assusta. Ao dar a partida, o velocímetro salta, mesmo com o carro parado, para 4 km/h. Na estrada, é impossível cravar uma única velocidade. Tentando rodar a 100 km/h, o velocímetro oscila entre 98 km/h e 102 km/h. Sendo assim, o leitor de consumo instantâneo – também digital – também causa desconfiança quanto a sua precisão.
Painel de instrumentos temn visual moderno com
leitores digitais 
Ponto negativo para alguns comandos. Para ligar a lanterna, por exemplo, é um botão que em outros veículos serviria para regular a altura do facho de luz.
Espaço
Neste ponto, o Mille é ligeiramente superior. Apesar dos 14 cm a mais de comprimento, o Fiat é apenas 2 cm maior na distância entre os eixos e 4 cm mais baixo que o Chery. No entanto, por ser mais largo, o modelo mineiro levar com ‘menos desconforto’ três pessoas no banco de trás. No QQ, isso é praticamente impossível. O Mille também leva vantagem no porta-malas: são 290 litros contra 190 l do carro chinês.
Design
Olhando de fora, os dois veículos são completamente diferentes. Enquanto o Chery apresenta contornos arredondados e, até certo ponto, atuais, o Mille é ‘quadradão’, sisudo e pouco evoluiu desde sua chegada ao Brasil na década de 1980. No entanto, há quem prefira a sobriedade do Fiat à simpatia do QQ. É uma questão de gosto.

QQ é mais arredondado e moderno, enquanto o Mille mantém estilo 'quadradão'

Conclusão
O QQ leva a melhor no preço e no nível de equipamentos, mas nos quesitos desempenho e espaço acaba patinando diante da experiência do Mille. O Fiat também é superior em um fator subjetivo, mas que pesa na hora de fechar uma compra: a ‘confiança’. Por mais que a Chery tenha anunciado o início da construção de uma fábrica no Brasil, as chinesas – não apenas a fabricante do QQ – ainda causam leve receio no mercado. Sendo assim, apesar de inferior no custo-benefício, o Mille ainda parece uma compra mais segura. O tempo poderá desmentir isso.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Chery Cowin 2012 revela seus detalhes

O Chery Cowin 2012 chega trazendo não só visual externo renovado, como um interior completamente revisto.

Dentro, o destaque principal do Cowin 2012 é uma tela de LCD muito semelhante àquela já vista em modelos sofisticados da Volkswagen.

O Cowin 2012 tem motor 1.5 16V SOHC com 109 cv e 140 nm. Os preços oficiais na China variam entre R$12.900 e R$16.200.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Flagra: Próxima geração do Chery QQ já roda com disfarces na China

Maior sucesso da Chery no Brasil, o pequeno QQ ganhará um geração totalmente reformulada em breve. Flagras das primeiras unidades rodando em testes na China mostram que o desenvolvimento do compacto está bastante avançado e atual geração, datada de 2003, já deve ser aposentada no ano que vem.

Como se nota nas imagens, o pequeno Quiu-Quiu crescerá consideravelmente. As formas quadradas e o teto alto dão a impressão de que a marca dará um toque de minivan ao hatch. Segundo a imprensa chinesa, o modelo passará a usar a plataforma do Face, o que favorecerá o aumento do espaço interno.

Haverá inovações importantes como vidro traseiro basculante e aprimoramentos importante na cabine. No geral, como também notou a imprensa chinesa, o estilo remete ao do Toyota Aygo.

Chery comemora 1 milhão de unidades comercializadas do hatch QQ no mundo

A chinesa Chery está comemorando nesta semana a marca de 1 milhão de unidades vendidas do pequeno QQ em todo o mundo. Lançado em 2003, o subcomacto é comercializado nos mais de 70 países onde a marca atua e no Brasil está entre os mais baratos.

Desde que foi lançado no mercado nacional, em abril deste ano, o Quiu-Quiu é um sucesso de vendas. Apenas em setembro, por exemplo, o pequeno emplacou 1.926 unidades. Oferecido em uma única versão por R$ 23.990 (sem o aumento do IPI), o QQ ganhará uma geração totalmente reformulada em 2013.

Mais caro: Chery QQ 2012 chega em breve com reajuste de preços

O Chery QQ deixou de ostentar o título de carro mais barato do Brasil, devolvendo a honraria ao Fiat Mille. Antes oferecido por R$ 22.990, o compacto chinês teve um acréscimo de R$ 1.000 devido à alta demanda logo após o lançamento e na gama 2012, que chega em breve, custará R$ 24.990.

Lançado há quatro meses, o modelo não sofrerá quaisquer mudanças em relação ao modelo 2011, conforme apurou o site Carsale. O aumento nos preços deve-se especialmente à alta procura, que formou uma fila de espera de até 90 dias.

domingo, 23 de outubro de 2011

Chery S18 é flagrado no interior de São Paulo

Novo modelo será vendido no Brasil no fim do ano com motor 1.3 de 83 cavalos
Chery S18 flagrado pelo leitor Clayton Guimarães em São José dos Campos (SP) chegará às lojas no fim do ano

A Chery se prepara para mais lançamentos no mercado brasileiro. Uma das novidades será o modelo S18, flagrado pelo leitor Clayton Guimarães em São José dos Campos (SP), com placas verdes de teste da cidade de Salto (SP), onde fica a sede da marca chinesa no Brasil enquanto a fábrica em Jacareí (SP)não fica pronta. O S18foi mostrado no Salão do Automóvel, em outubro do ano passado, e deverá chegar às lojas no fim do ano com motor 1.3 de 83 cavalos.

O carro é um compacto com apelo fora de estrada. Em maio de 2010 Autoesporte esteve na China e teve a oportunidade de fazer uma rápida avaliação do modelo. “O interior demonstra a busca da Chery por uma identidade própria, com direito a ousadias na disposição dos itens do painel de instrumentos e nos botões”, relatou o repórter Alberto Cataldi.

Com o mesmo motor do utilitário esportivo Tiggo, o S18 se mostrou um pouco mais ágil por ser mais leve. “O resultado é um compacto que responde bem nas acelerações e perde menos tempo nas retomadas. O que atrapalha a experiência é a falta de estabilidade, resultado direto da distância do solo. Fazer uma curva mais fechada não transmite segurança e as irregularidades do solo chegam à cabine com força”, concluiu Cataldi depois de ter dirigido o carro.

Modelo S18 também é conhecido na China como X1. Com o mesmo motor do Tiggo, o carro ganha agilidade por ser mais leve