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domingo, 8 de abril de 2012

Volkswagen Up! aponta novas saídas

A Volkswagen não tardou em apresentar a versão quatro portas de seu novo subcompacto, o Up!. O modelo manteve o estilo inconfundível e todas as características da variante duas portas, mas adiciona praticidade ao carrinho. Com isso, a marca alemã espera aumentar as vendas do modelo na Europa onde, apesar do sucesso de crítica, ele ainda parece não ter convencido os consumidores de seus predicados urbanos. Além do Up!, o projeto ainda deu origem aos Skoda Citygo e Seat Mii, idênticos ao modelo da Volkswagen, mas comercializados por preços ainda menores.

Sob o capô, apenas um motor, o eficiente 1.0 litro de três cilindros em duas configurações, com 60 cv e 75 cv. Ambas podem ganhar o kit Bluemotion Technology ao custo de 400 euros – pouco menos de R$ 1 mil –, que reduz ainda mais o consumo e emissões de poluentes do motorzinho. O câmbio é sempre um elogiado manual de cinco marchas – uma opção automatizada deve chegar  ainda este ano. Em 2013 chega o Up! elétrico e até mesmo uma versão movida a metano, muito apreciada em mercados como a Itália, deverá aparecer. O conjunto é suficiente para levar o carrinho de zero a 100 km/h em aceitáveis 13,2 segundos e à velocidade máxima de 171 km/h. O consumo fica na casa dos 18 km/l de gasolina, enquanto as versões Bluemotion ultrapassam os 21 km/l no ciclo combinado cidade/estrada.
O carrinho é muito bem equipado de série, principalmente na versão topo, a High Up!. Itens importantes, como airbags frontais, laterais e de cabeça estão disponíveis, assim como freios ABS e controle de estabilidade – de série em todas as versões. A variante mais cara também traz o ótimo sistema Infotaintment, que reúne controles do sistema de som e do navegador por GPS através de uma tela sensível ao toque montada no alto do painel. Ela pode ser até removida quando fora de uso, liberando espaço. Além disso, ainda há o opcional sistema de parada de emergência, que em tráfego urbano monitora a frente do carro, e freia automaticamente o Up! a velocidades de até 30 km/h, evitando possíveis colisões ou atropelamentos. O carrinho é o único da categoria a ter esse tipo de equipamento. 

A adição das portas traseiras só deu mais praticidade ao carro. As dimensões enxutas não foram alteradas. Ele se mantém com 3,54 m de comprimento e 1,64 m de largura, que são suficientes para fazer do Up! um ótimo carro urbano, capaz de "costurar" o tráfego e estacionar sem dificuldades. O bom entre-eixos de 2,42 m ajuda no espaço interno. O Up! é considerado um enorme salto em relação ao brasileiro Fox – considerado um fracasso –, antecessor do modelo na Europa. O projeto inteiramente novo, focado nas necessidades urbanas do Velho Continente, tem melhor aproveitamento do espaço interno e motorização mais eficiente. Além do preço atraente, para conquistar o exigente consumidor europeu.
Menores frascos

Düsseldorf/Alemanha – O Up! definitivamente surpreende ao volante. Após a decepção que foi seu antecessor, o Fox "made in Brazil", o novo carro deixa clara sua origem alemã pela robustez, sensação de segurança e tecnologia empregada. Além disso, é um carro confortável e que em muitos momentos nem parece ser um hatch compacto urbano. Os revestimentos são de qualidade e a montagem muito boa, como de praxe nos Volkswagen europeus. Mesmo que custe mais que alguns concorrentes, é fácil perceber a superioridade do Up!.

Claro que, para manter os custos reduzidos, algumas concessões precisaram ser feitas ao modelo. A lista de equipamentos é enxuta e não vai muito além do necessário, ainda que a versão topo conte com um excelente sistema de entretenimento e navegação com tela sensível ao toque. Mas o acionamento dos vidros dianteiros não possui função um toque e os vidros traseiros não abrem, apenas basculam, mesmo caso do Toyota Aygo.
Entretanto o espaço interno é dos melhores, visivelmente pensado para acomodar o usual biotipo alemão, que facilmente ultrapassa 1,90 m de altura, Não há apertos na frente. Nos bancos traseiros, o espaço é suficiente para pessoas de estatura mediana, e as portas extras facilitam muito o entra-e-sai. A visibilidade é muito boa para todos os lados, graças aos vidros grandes e colunas finas.

O motor 1.0 litro de três cilindros e 75 cv dá conta do recado. O desempenho é ajudado pelo ótimo câmbio manual de cinco marchas, com engates precisos e rápidos. As cifras de consumo apontadas pela Volkswagen são possíveis, mas apenas com muita parcimônia no acelerador, o que deixa o Up! um tanto lento. Para fazê-lo andar a contento é necessário explorar mais o motorzinho. O carro tem ótimo comportamento dinâmico, que também surpreende para um modelo desse segmento. A suspensão consegue neutralizar as imperfeições do asfalto e ainda assim segurar o carro nas curvas mais fechadas.
Volkswagen High Up! 1.0

Motor:
 A gasolina, dianteiro, 999 cm³, três cilindros e quatro válvulas por cilindro. Injeção eletrônica multiponto seqüencial e acelerador eletrônico
Transmissão: Câmbio manual de cinco velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 75 cv a 6.200 rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 13,2 s.
Velocidade máxima: 171 km/h.
Torque máximo: 
9,6 kgfm entre 3 mil e 4.300 rpm.
Diâmetro e curso: 74,5 mm x 76,4 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços triangulares transversais, molas helicoidais, amortecedores telescópicos hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira interdependente, com braços longitudinais, molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos. Não oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus:
 185/65 R14.
Freios: Discos ventilados na frente e discos à tambor atrás. Oferece ABS com EBD
Carroceria:
 Hatch compacto em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 3,89 metros de comprimento, 1,46 m de largura, 1,65 m de altura e 2,46 m de entre-eixos. Oferece airbag duplo como opcional.
Peso: 929 kg em ordem de marcha, com 436 kg de carga útil.
Capacidade do porta-malas: 251 litros.
Tanque de combustível: 35 litros.
Produção:
 Bratislava, Eslováquia.
Lançamento mundial:
 2011.
Itens de série: Vidros dianteiros elétricos, travas elétricas, rádio/CD/MP3/USB/Bluetooth, banco do motorista com ajuste de altura, computador de bordo, direção hidráulica, freios ABS, airbag frontais, laterais e de cabeça, ar-condicionado, regulagem de altura para o volante, retrovisores, sistema de frenagem automática na cidade, 
Preço na Europa: 13.525 euros (cerca de R$ 33 mil).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

VW VOYAGE: 1 MILHÃO DE UNIDADES PRODUZIDAS

VW Voyage acaba de entrar para um seleto grupo de automóveis que superaram a marca de 1 milhão de unidades produzidas no Brasil. A primeira geração do sedã totalmente projetado no País foi produzida há 31 anos. Desde então 305 mil unidades foram exportadas para 58 países ao longo deste período (entre eles Egito, Haiti, Libéria, Bahamas, Angola e Jordânia).

A história do Voyage começou em 1981, quando o carro foi lançado nas versões S (Super) e LS (Luxo Super). Nesta época o carro era fabricado na unidade de Anchieta, onde seria produzido até 1987 e novamente entre 1990 e 1996, quando saiu de linha para dar lugar ao Polo Sedã. Entre 1988 e 1989 o carro foi fabricado na fábrica de Taubaté. 

Em 2008 a Volkswagen ressuscitou esse emblemático carro após 12 anos fora do mercado. Atualmente o VW Voyage é exportado para 15 países, sendo México e Argentina os principais destinos do modelo.  No último ano o carro figurou entre os mais vendidos do mercado brasileiro, com 87.225 unidades comercializadas ( aumento de 5,46% em relação a 2010).

sábado, 21 de janeiro de 2012

HISTÓRIA DO VOYAGE

O Voyage foi projetado e fabricado pela Volkswagen do Brasil, assim como o Gol, a Parati e a Saveiro, (a chamada família BX). É claro que a VW não começou do zero, logo, existe uma grande semelhança entre o Voyage e outros carros da marca fabricados na Europa na década de 70, principalmente com o Jetta I, sendo que a parte mecânica era idêntica ao do Passat brasileiro.
O Voyage foi lançado no final de 1981 com motor refrigerado a água de 1,5 litros e câmbio de 4 marchas, podendo ser encontrado nas versões a gasolina ou a álcool. As versões de acabamento se chamavam "S" = super, "LS"= luxo super e "GLS" = gran luxo super.
Em 1982 foi eleito "O Carro do Ano" e começou a ser exportado para países da América do Sul com o nome de Gacel, Amazon e futuramente Senda (versão para a Argentina, com motor 1,9 litros a diesel).

Em 1983 o Voyage álcool passou a utilizar o motor MD 270 de 1,6 litros (o mesmo do Passat TS). Podiam ser identificados pelo emblema "1.6" na grade do radiador. Esse motor era, até então, o mais potente (81cv) que a Volkswagen brasileira produzia. Ainda em 1983 foi lançada a primeira série especial: o Voyage Plus (com faróis de neblina, pára-choques na cor do carro e calotas especiais) e também o Voyage Sedan (4 portas), na época com baixíssima aceitação, pois os brasileiros não gostavam de carros 4 portas (o inverso do que acontece hoje, onde a maioria prefere a comodidade ao design esportivo de um cupê).
Em 1984 todos os modelos passaram a ter o motor de 1,6 litros, inclusive a série especial "Los Angeles" (em comemoração as Olimpíadas de Los Angeles), que se diferenciava das demais versões pelos acessórios (que incluíam um pequeno aerofólio) e a cor exclusiva: um azul metálico, logo apelidado de "azul tampa de panela". Boatos dizem que a VW fabricou menos carros desta série do que o planejado, devido a cor ser muito chamativa.
Em 1985 e 1986 o câmbio de 5 marchas era oferecido somente como item opcional. Ainda em 1986 foi lançado o Voyage GLS Super, com motor 1,8 litros e bancos Recaro. Em 1985 o Gol, até então equipado com motor 1,6 litros refrigerado a ar, passou por uma mudança, ficando com a frente e o motor iguais aos do Voyage, consagrando-o como sucesso de vendas da VW até hoje.

Em 1986 o Voyage passou a utilizar o motor AP (Alta Performance) e em 1987 mudou externamente, ganhando novos faróis, grade e pára-choques envolventes com cobertura plástica, e passando a ter câmbio de cinco marchas como item de série.
Em 1988 vieram novas portas, retrovisores, painel de instrumentos e acabamento interno (na minha opinião, o mais bonito de todos os modelos fabricados, principalmente na versão Super). Nesta época as versões eram: "CL" = comfort luxo (AP 1.6 ou 1.8), "GL" = gran luxo (AP 1.8), ou "GLS - SUPER" (AP 1.8S). Neste mesmo ano, o Voyage começou a ser exportados para os EUA e o Canadá, com o nome de FOX e mais de 2.000 modificações, incluindo injeção eletrônica (Bosch - KE Jetronic).
Em 1991 uma nova mudança nos faróis e na grade. O motor 1.6 passou a ser o AE 1.6 (os conhecidos CHT Ford)...era época da Autolatina.

Em 1993 foi lançado o mais completo e mais potente Voyage, substituindo o Super: era o Voyage Sport 1.8S, que ficou em linha até '94. O Voyage 4 portas era fabricado na Argentina com motor 1.8. Ainda em '93, com o fim da Autolatina, voltaram os motores AP 1.6.
No final de 1994 deixou de ser fabricado no Brasil, sendo produzido somente na Argentina.
No final de 1995 o Voyage saiu de linha. Nessa época só duas versões eram produzidas: a GL 1.8 e a Special (apenas 4 portas). Seu substituto, o Polo Classic, também era fabricado na Argentina, com motor AP 1.8, colocado tranversalmente e equipado com injeção eletrônica, porta-malas maior e design mundial Volkswagen.
Em 2008, retorno do sedan nas versões 1.0 e 1.6, Trend e Confortline, além do cambio automático I-Motion como opcional. Totalmente reformulado, foi a base para a Geração 5 do Gol.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os 10 Carros mais baratos do Brasil

Concordamos que nos últimos anos a facilidade de adquirir um carro novo aumentou efetivamente. Seja pela “facilidade” de compra oferecida pelas montadoras com parcelamento de 60 vezes sem entrada ou quando o pai de família ou até mesmo um jovem trabalhador economiza e adquiri seu carro com uma boa entrada e parcela o resto. E os carros mais procurados neste caso são os 0km, principalmente, ditos “populares”.
Para quem não conhece, os carros populares são aqueles veículos de entrada das montadoras que atuam no mercado nacional. Entretanto, dar uma olhada em lojas de usado também é uma boa sacada, visto que você pode adquirir um carro fabricado no ano 2000 a diante e com vários equipamentos de conforto, com um estado de conversação excelente dependendo do veículo.
Porém, muitos desejam ter um carro zero, com o inconfundível cheirinho de carro novo e com os plásticos nos bancos. Sendo assim, selecionamos os 10 carros 0km mais baratos a venda no Brasil, que poderá ajudar tanto quem procura seu primeiro carro zero ou até mesmo as grandes empresas, que adquirem modelos desta categoria para trabalho.

Chery QQ
Este sem dúvidas já caiu no gosto de vários brasileiros. Nas grandes cidades onde há revendas da Chery, principalmente, é fácil ver o modelo circulando nas ruas. Lançado no início do ano passado pela fabricante chinesa, o QQ veio para encarar o time dos automóveis populares e entregar o melhor custo beneficio possível. Com preço de R$ 25.120, o pequeno chinês traz de série uma lista de equipamentos invejável: com ar condicionado, direção hidráulica, duplo airbag, faróis de neblina dianteiros e traseiros, trio elétrico e rádio AM/FM com CD Player MP3 com entrada USB.
A motorização do QQ é composta por um motor 1.1 ACTECO movido à gasolina que entrega 68 cv, associado a uma transmissão de cinco velocidades, conjunto suficiente para se deslocar dentro da cidade e realizar viagens curtas.
O visual simpático também foi um dos contribuintes para a boa aceitação do Chery QQ no Brasil. Porém, assim como os demais chineses à venda no País, o QQ sofre com a má visão dos automóveis oriundos na China e com a escassez de peças, que pode demorar vários dias ou até meses para chegar uma peça importada do país asiático para reposição. Entretanto, prefira adquirir um QQ se sua cidade tiver uma concessionária da Chery instalada.

Fiat Mille
Não há que não conheça ou pelo menos tenha andado em um Fiat Mille. Lançado pela montadora italiana em 1983, o hatch – que recebeu o querido apelido de “botinha ortopédica” – é um dos carros mais velhos em produção atualmente no Brasil. Para se ter uma ideia, o estepe fica localizado no compartimento do motor, e não no porta-malas como o convencional.
Porém, a principal sacada do Mille é na economia, graças ao sistema Economy que o modelo recebeu há alguns anos atrás. O automóvel de entrada da Fiat é equipado com um velho motor 1.0 litro flex Economy de 66 cv com etanol e 65 cv com gasolina, e que faz médias de 11,1 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada quando abastecido com o etanol.
Entretanto, a segurança é o principal ponto fraco do modelo. Por se tratar de um projeto antigo, até mesmo os cintos traseiros são de apenas dois pontos para os três ocupantes. Airbag duplo e freios com sistema ABS? Nem como opcional. Na versão mais barata, com duas portas o preço é de R$ 23.455. Já na mais cara, a Way, o Mille entrega visual “aventureiro” pelo preço de R$ 28.301.

Fiat Uno
Bem, se você estava de olho no Mille mas queria um veículo de projeto novo e que não sairá do mercado tão cedo, de uma olhada no novo Uno. O hatch da Fiat é o sucessor do já dito Mille, e traz bem mais modernidade e conforto em relação ao velho modelo. Porém, tudo isso tem um preço, e como tem…
Com R$ 28.480, você leva pra casa um Fiat Uno Vivace 1.0 com quatro portas. Porém, tudo nele é opcional. Até mesmo os para-choques são pretos. Quando equipado com vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, faróis de neblina, desembaçador traseiro, predisposição para rádio, direção hidráulica e pintura metálica, o preço salta para R$ 32.180.
Além disso, a Fiat oferece vários kits de personalização, com apliques no painel do carro e adesivos por toda a carroceria. Com esses itens, o preço final é de R$ 32.635.

Volkswagen Gol G4
Esse não é um dos mais indicados para ser o primeiro carro zero km de uma família, devido à suspensão dura e o acabamento rústico. Na versão de entrada Volkswagen Gol G4 não traz nenhum item de série interessante, pelo preço de R$ 26.450 com duas portas. Porém, se você quiser com quatro portas, pintura metálica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, desembaçador traseiro e preparação para som, o preço vai para R$ 30.760.
O motor que equipa o modelo é um 1.0 litro flex de 68 cv com gasolina e 71 cv com etanol, e torque de 9,4 kgfm e 9,7 kgfm, respectivamente, e transmissão manual de cinco velocidades. Com este conjunto mecânico, o Gol G4 vai de 0 a 100 km/h em 12,8 segundos (G) e 12,2s (E) e velocidade máxima de 168 km/h (G) e 170 km/h (E).

Nissan March
Esse não é nem chinês e nem nacional. Apesar de ser fabricado no México, o March é caracterizado pela Nissan como o primeiro carro desta categoria de origem japonesa. Lançado no ano passado, o Nissan March vem obtendo boas vendas no mercado brasileiro, por conta do visual simpático, o espaço interno tanto quanto generoso, o painel bonito em relação aos seus concorrentes, além do custo benefício aceitável.
O preço inicial do March é de R$ 27.790. E, de série, o modelo traz ar quente, computador de bordo, banco do motorista com regulagem de altura e, principalmente, o airbag duplo, item não oferecido de série por nenhum carro nacional nesta faixa de preço.
A motorização do japonês Nissan March é composta por um motor 1.0 16V flex, desenvolvido pela Aliança Renault-Nissan, o mesmo do Clio. O bloco gera 74 cavalos de potência a 5.850 rpm e 10 kgfm de torque a 4.350 rpm, tanto com etanol como com gasolina. Segundo a montadora, o March acelera de 0 a 100 km/h em 14,4 segundos com gasolina e em 13,7s com etanol.

Lifan 320
Sósia do Mini Cooper – devido o visual “inspirado” no atual modelo da montadora inglesa –, o 320 é o modelo de entrada da Lifan, que foi lançado pela empresa no final de 2010, e é também um integrante da categoria de populares originários da China. O modelo tem a mesma receita utilizada pelo QQ, ou seja, uma relação custo benefício excelente para atrair o consumidor nativo.
Com preço de R$26.980, o Lifan 320 traz de série, duplo airbag, freios ABS, ar condicionado, trio elétrico, direção hidráulica, faróis e lanterna de neblina e rádio AM/FM com CD Player MP3 com entrada USB, e as rodas são de aço como no QQ, sem calotas. Porém, se o cliente quiser rodas de liga-leve e faixas decorativas na carroceria, terá de desembolsar R$ 4.713 a mais.
Apesar de ser fabricado no Uruguai, o chinês 320 também sofre com a má visão do publico em relação a esses carros e também com a falta de peças, até mais do que os da Chery, por se tratar de uma empresa menor e com apenas dois veículos em seu portfólio – o 320 e o 620.
O motor que equipa o Lifan 320 é um 1.3 litro, de 16 válvulas, que entrega 88 cavalos de potência e torque de 11,2 kgfm. A transmissão é manual de cinco velocidades. Há ainda diversas opções de cores para a carroceria, que inclui amarelo, azul, branco, cinza, pink, prata, preto e vermelho.

Chevrolet Celta
Terceiro colocado no ranking de vendas mensalmente, o Celta o veículo mais vendido da Chevrolet no Brasil. O hatch, reestilizado no início do ano passado, traz um visual agradável e um interior que melhorou após as modificações realizadas pela marca em 2011, quando o modelo adotou um volante de melhor empunhadura, bancos com novos tecido, painel com novo grafismo e iluminação “Ice Blue” e novos botões do ar condicionado/ar quente.
A versão mais básica do Chevrolet Celta é vendida por R$ 26.350, com apenas duas portas e para-choques na cor do veículo. Já na versão com quatro portas, o preço cobrado pela montadora é de R$ 28.083, ambos na variante de entrada LS.
Na versão LT, com opcionais como vidros elétricos dianteiros, travamento automático das portas ao atingir 15km/h, protetor de cárter, acabamento interno com detalhes na cor prata e ar condicionado, o preço do Celta é de R$ 32.578. Com direção hidráulica, o valor final salta para R$ 33.297.
O motor que equipa o Celta é o velho 1.0 VHCE Flexpower que entrega 77 cv com gasolina e 78 com etanol, associado a uma transmissão manual de cinco velocidades. Com este aparato mecânico, o modelo vai de 0 a 100 km/h em 13 segundos, em média.

Chevrolet Classic
Velho conhecido dos brasileiros, o Classic passou por uma reestilização que de um “up” em suas vendas. Basicamente, apenas a dianteira e a traseira foram alteradas, recebendo as mesmas linhas do Sail chinês que acabava de sair de linha por lá. Com isso, o Chevrolet Classic se assegurou com o sedã mais vendido do Brasil.
O espaço interno do Classic é razoável para dois adultos e duas crianças, e o porta-malas de 390 litros pode carregar malas de toda a família – principalmente das crianças – com certo aperto. O painel é o mesmo do primeiro Corsa Sedã, sem tirar e nem por.
Vendido em versão única, a LS, o Chevrolet Classic tem preço sugerido de R$ 27.573. Porém, se o cliente quiser optar por direção hidráulica, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos com one touch, ar condicionado e alarme, terá que pagar R$ 33.223 no Classic.
O motor é o mesmo do Celta.

Ford Ka
Modelo de entrada da Ford no Brasil, o Ka está com os dias contados. Uma nova geração está prevista para ser lançada no final de 2013, que em uma só tacada substituirá o Ka e o Fiesta. Porém, o Ka pode ser uma boa compra para jovens universitários e para mulheres e homens que procuram um carro para se deslocar no centro urbano.
A reestilização aplicada no meio do ano pela Ford no Ka deu uma revitalizada no visual do carrinho, que não recebia modificações desde o lançamento de sua segunda geração. Foram modificadas a frente e a traseira, além do interior com algumas alterações.
Na versão básica, por R$ 24.500, o Ford Ka traz de série alarme antifurto. Com todos os opcionais, que inclui airbag duplo, rodas de liga leve aro 14, repetidores de seta nos retrovisores, vidros elétricos com one touch, travas elétricas, ar condicionado, direção hidráulica, faróis de neblina e faróis com máscara negra, o preço salta para R$ 31.590, sem pintura metálica.
O motor do Ka é um 1.0 litro que entrega 69 cv a gasolina e 73 cv quando abastecido com etanol, que leva o Ford de 0 a 100 quilômetros por hora em 13 segundos.

Renault Clio
Vendo as baixas vendas do Clio em relação à concorrência, a Renault deu uma atualização que deu um fôlego no modelo: a garantia de 3 anos. Com isso, o Renault Clio reatou seus números em vendas e passou a oferecer um custo benefício agradável em comparação aos velhos hatches populares a venda no Brasil. E, em dezembro, a marca lançou a linha 2012 do Clio.
Foram aplicadas novas calotas e, para reduzir ainda mais os custos de produção, os repetidores de seta no para-lama foi substituído por uma plaqueta com o nome “Clio”.
De série, o modelo traz ar-quente, desembaçador do vidro traseiro, faróis com duplo refletor óptico, para-choques na cor do veículo e vidros verdes.
O preço na versão com duas portas é de R$ 25.300, já com 4 portas o preço vai para R$ 26.800. Incluindo pintura metálica, ar condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e alarme, além de encostos de cabeça traseiros, o preço salta para R$ 32.350.
A motorização do Renault Clio tem motor 1.0 litro Hi-Flex, com 16 válvulas de 76 cv com gasolina e 77 cv de potência com etanol, que o leva de 0 a 100km em 14,3 segundos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Saveiro encara Strada na luta pela liderança

VW traz motor 1.6 e parte de R$ 30.990; Fiat é 1.4 e começa em R$ 34.360


Quem tem mais de 25 anos provavelmente lembra o charme que representava ter uma Saveiro no fim dos anos 80 e começo dos 90. A “Saveirinho”, ao lado de esportivos como Chevrolet Kadett GS/GSi, Ford Escort XR3 e Volkswagen Gol GT/GTI, era o sonho da rapaziada na época. Mas muita coisa mudou.
A Saveiro envelheceu muito, o valor de seu seguro (que nunca foi barato) ficou proibitivo e, talvez o pior golpe, a Fiat lançou a Strada. Junte esses fatos e você entenderá por que a Saveiro perdeu a fama que tinha em seus “anos dourados”.
Mas no fim de agosto, com a chegada ao mercado da nova geração da picape da Volkswagen, os fãs da Saveiro ganharam motivos para acreditar que a época boa do modelo está de volta. Como nas versões anteriores, a alma de Gol (motor, câmbio, plataforma, interior etc.) predomina e as opções voltadas ao trabalho são quase coadjuvantes em um carro feito mesmo para os jovens que querem levar a moto, a prancha de surf ou simplesmente ter um estilo diferente para ir à faculdade.
Pensando no público que quer uma Saveiro ou uma Strada com um visual mais descolado, mas não está nadando em dinheiro para investir mais de R$ 40.000 nas versões top de linha Trooper ou Adventure, reunimos aqui as opções 1.6 Cabine Simples do modelo da Volkswagen (preços a partir de R$ 30.990) e Trekking 1.4 Cabine Simples da Fiat (R$ 34.360). As opções com cabine estendida foram descartadas para economizar dinheiro e ganhar espaço.
A picape VW traz motor 1.6 de 104 cavalos com álcool e 924 litros na caçamba. A Strada, líder disparada entre as picapes compactas, revida com uma caçamba de 1.100 litros, mas seu motor 1.4 traz apenas 86 cv.  
 
No lançamento da Saveiro, a Volkswagen foi clara ao afirmar que o objetivo é alcançar a liderança do segmento. A Fiat, sempre atenta aos movimentos do mercado, já preparou o contra-ataque com novas versões da Strada, como a Cabine Dupla e a Sporting.
Qual delas oferece o melhor compromisso entre ser um veículo utilitário e um carro de passeio? Descubra conosco.

Conheça antes de se apaixonar
 
Antes que você se encante por uma das duas picapes, algumas informações são imprescindíveis. Primeiro: a data de nascimento de cada uma. A Strada veio ao mundo em 1998 e conserva a mesma estrutura desde então. O primeiros motores 1.3, 1.5 e 1.6 de 8 válvulas e 1.6 16V deram lugar aos atuais 1.4 e 1.8 8V flex, mas a idade do projeto é a mesma. A Saveiro foi lançada antes, em 1982, mas mudou da grade à caçamba meses atrás. Na versão 2010, tudo é novo, ou seja, seu projeto tem 11 anos de vantagem em termos de engenharia automobilística. Esse é o grande ponto positivo da picape Volks.

Mas agora vem a notícia ruim: o preço do seguro. Fizemos três orçamentos com o mesmo perfil (homem de 40 anos, casado e morador da zona sul de São Paulo) e chegamos a preços semelhantes e uma média assustadora: R$ 4.600, ou 13,9% dos cerca de R$ 33.000 considerados na cotação.
 
A proteção da Strada sairia em torno de R$ 2.500, ou 7,1% de seus R$ 35.000 considerados. É claro que os valores de seguro mudam muito de acordo com o perfil e endereço do segurado, mas assusta saber que a picape da Volks tem uma média tão dispendiosa.
 
Nos custos de manutenção, empate técnico: o pacote composto por para-lama, retrovisor, kit de embreagem e jogos de pastilhas e amortecedores custa R$ 1.298 nas concessionárias Volkswagen e R$ 1.253 nas autorizadas Fiat.

Maciez vs. precisão
 
Se a Saveiro tem um valor de seguro alto, compensa na hora em que o motorista gira a chave e engata a 1ª marcha. O câmbio justo contrasta com a maciez da caixa de marchas da Strada, que também é boa, mas não consegue se equiparar à precisão alemã. Na picape da Fiat, você indica a marcha e não faz força para que ela entre. No modelo da VW, porém, há uma “atração” entre as engrenagens, que se sincronizam quase sozinhas.
 
Outra vantagem da Saveiro é o motor 1.6, que traz 200 cm3 a mais de cilindrada em relação ao 1.4 da Strada. São 18 cv de potência e 3,1 kgfm de torque de vantagem sobre o modelo da Fiat, o que reflete em boas diferenças na pista de testes: para acelerar de 0 a 100 km/h, a Saveiro levou 12s2, enquanto a Strada gastou 14s5. Nas retomadas, o modelo da Volks levou 13s4 para ir de 40 km/h a 100 km/h em 3ª marcha e 22s1 na prova de 60 km/h a 120 km/h em 4ª marcha. A Fiat, mais lenta, gastou 14s5 e 25s2.
 
Como era de se esperar, a Strada é mais econômica: rodando com 100% de álcool no tanque, mesmo combustível usado para os testes de desempenho, ela marcou 7,5 km/l na cidade e 12 km/l na estrada. A Saveiro só conseguiu 6,7 km/l e 10,6 km/l.

 
Quando os dois carros estão descarregados, a diferença de desempenho não é tão grande, já que o motor 1.4 da Fiat tem condução agradável na cidade e na estrada. Mas se a ideia for encher as caçambas, o 1.6 da Volks mostra porque faz diferença. Quem quiser o motor 1.8 na Strada Trekking paga R$ 1.690 a mais (vale lembrar que escolhemos a opção 1.4 em função do preço). A carroceria com cabine estendida exige um cheque R$ 2.620 maior no modelo da Fiat. A Saveiro, que só traz motor 1.6, cobra R$ 2.700 a mais pelo habitáculo com espaço extra.   
 
Falando em carga, a picape VW, que traz suspensão traseira com amortecedores e molas helicoidais (mais voltada para uso urbano), consegue carregar 10 kg a mais (715 kg vs. 705 kg), mas a Strada, com suspensão de feixe de molas (mais versátil para levar peso), vence neste quesito por ter uma caçamba 176 litros maior.

Utilitários na ponta do lápis
 
A versão Trekking da Strada é a mais cara do comparativo: parte de R$ 34.360 e traz computador de bordo, conta-giros, direção hidráulica com regulagem de altura, faróis de dupla parábola escurecidos, sistema Follow me Home (mantém os faróis acesos por determinado tempo depois que o carro é desligado), suspensão elevada e rodas de aço de 14” com pneus de uso misto 175/70, entre outros itens. Para completar o visual do modelo das fotos, só falta o jogo de rodas de liga leve, opcional de R$ 1.080.

Com o conjunto de rodas, ar-condicionado (R$ 4.001 a mais), capota marítima (R$ 1.144), travas e vidros elétricos (R$ 687) e janela traseira corrediça (R$ 293), a Strada chegará a R$ 41.565, mas estará bem completa.
 
A Volkswagen adota uma estratégia diferente com a Saveiro. A versão mais barata custa R$ 30.990, mas vem pelada. Traz apenas regulagem de altura do banco do motorista (item ausente na Strada) e pneus de uso convencional com a mesma medida da rival da Fiat.

Para perder a imagem de carro de trabalho e encarar a Strada de igual para igual no visual, a Saveiro precisa do Módulo Trend, que custa R$ 890 e traz itens como para-choques na cor do carro (a picape de entrada tem as peças pretas), tecido nas portas e conta-giros. Com o Módulo Body Color, que leva a tinta da cor da carroceria ao revestimento dos espelhos e a outras partes (a picape das fotos traz esse opcional), o preço sobe mais R$ 275.
 
A direção hidráulica só está disponível em um pacote de R$ 1.935 (Kit IV), que traz também travas e vidros elétricos, levando o preço da Saveiro a R$ 34.090. A Strada, na configuração mais próxima, custaria a esta altura R$ 35.047. São R$ 957 de diferença.

Se a ideia é ter uma Saveiro mais completa, você deve optar pelo Kit VI, que sai por R$ 5.025 e traz direção hidráulica, ar-condicionado, alarme, travas e vidros elétricos, totalizando R$ 37.180. Completa, adicionando a esses itens capota marítima (R$ 580), rodas de liga leve (R$ 1.360), janela traseira corrediça (R$ 325) e módulo Comfort II (coluna de direção regulável em altura e profundidade e brake-light, entre outros itens), a picape da Volkswagen custará R$ 39.935. Vale a pena adicionar aos pacotes airbag duplo e ABS, importantes itens de segurança que saem por R$ 2.675 nas autorizadas VW e R$ 2.827nas concessionárias Fiat.
 
Com equipamentos semelhantes, você já conferiu, a Strada custaria R$ 41.565, ou R$ 1.630 a mais. É uma diferença considerável, principalmente quando notamos que a Fiat é 1.4 e a VW traz motor 1.6. A Saveiro, porém, ainda está sendo vendida com “tabela cheia” por ser novidade, enquanto a Strada tem descontos de cerca de 5%. Essa diferença, contudo, tende a desaparecer nos próximos meses, já que a picape da Volkswagen deixará de ser a grande novidade do segmento e também terá de receber abatimentos para continuar atrativa.

Uso misto, decisão difícil
 
Não é demagogia dizer que a decisão entre Saveiro e Strada é difícil. Enquanto o novo modelo da Volkswagen traz a modernidade do projeto do Gol e um bom conjunto mecânico, a Strada é consagradíssima no mercado – pergunte a quem tem uma e muito provavelmente você ouvirá uma saraivada de elogios ao utilitário da Fiat, que tem custos baixos de manutenção e seguro, é espaçoso e valente para levar carga.  

Mesmo assim, na ponta do lápis, a Saveiro vence a líder de mercado do segmento. Com motor mais forte, preços sugeridos mais interessantes e uma dupla motor/câmbio excelente, a picape da Volks supera as dificuldades do preço do seguro e da caçamba menor. Se ela vai conseguir roubar a liderança da Strada, aí é outra história. Mas que tem tudo para trazer de volta o “tempo bom da Saveirinho”, isso tem.